segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Como são as pessoas, são as criaturas.

Há uns dias andei me deparando como o ser humano, tantas vezes é tão mais burro do que o próprio bicho.
Sempre em documentários sobre o mundo animal, se vê que os bichos fazem tudo para conquistar aquele par, e o homem procura sempre a fêmea mais linda, ou a que dança melhor (na dança do acasalamento), ou a que tem o bico mais bonito, ou a cor da pelagem. Pois é, o ser humano devia aprender com os animais. É estranho como o fato de conseguir conquistar essa parceria tão perfeita, é o primeiro passo pra cair da escada e descer todos os degraus que tinha conquistado, tão rápido. E daí começa a dança dos erros (como diria Lispector), qualquer pouca coisa pro homem basta, e o pior, ele ainda consegue se sentir feliz com a pouca coisa, e se acham espertos por isso. Homens, aprendam com os animais! Será que é tão difícial não descer 40 degraus e se manter firme naquele patamar? Deve ser!
Agora se tratando das mulheres: que bom que essas situações ainda servem como uma boa massageada de ego, é muito lindo você saber que era o par perfeito, e que agora o homenzinho esperto precisa começar a assistir documentários do mundo animal. É engraçado ver a pessoa cair da escada e achar que está se mantendo firme, que grande ilusão!
Vamos nos divertir!
Vamos passarinho, me divirta!

terça-feira, 11 de março de 2008

A fotografia.


A fotografia vem nos mostrar uma visão única e singular, aquela que se daqui a um segundo, não será mais a mesma.

Exemplifico o pôr-do-sol, que cai rapidamente, e a cada segundo que passa, é um espetáculo diferente, uma vez clicada, jamais será a mesma outrora. É universalmente perfeito! Somente aquele momento em que tem em vista é a perfeição. Se for outro dia, não será mais aquela.

“Ah, deixa pra lá, você pode tirar essa foto depois!”, depois quando, se não no momento? Aquele momento é incomparável e insubstituível, jamais o depois será tão perfeito e igual ao agora. O momento fotográfico é o agora.

Já diria Lulu Santos “Tudo que se vê não é igual ao que a gente viu a um segundo, tudo muda o tempo todo no mundo”, talvez a árvore que seria seu foco será a mesma por anos, mas jamais a fotografia será igual, mesmo depois de um segundo.

Alguém que ama a fotografia será mais do que aborrecido com o fato de perder o clique daquele minuto, daquele segundo, daquele instante, nada dói mais para um fotógrafo ver com o coração aquela simplicidade, e por motivo maior não conseguir guardar consigo aquele olhar que de tantos outros olhares, o dele que registrou.

O fotógrafo enxerga nesse mundo os mínimos, enxerga com olhos de obra de arte, com os olhos da sensibilidade, com os olhos do coração. Talvez seja por esse motivo que eles sejam tão seletivos com seus feitos. As fotografias passadas vão muito mais que beleza, existe todo um significado por trás delas. A árvore passa a ser enxergada por muito mais que apenas uma árvore, mas sim aquela árvore, ela é única naquele momento.

A fotografia é o contraste do ver de cada um, é o que faz pensar, é o que torna o diferente igual. Enfim, os olhos de quem fotografa, desvenda aquilo que nossos olhos são impossibilitados de enxergar.

segunda-feira, 10 de março de 2008

Nunca.


...E nunca ninguém foi tão desejado
Nunca foi tão preciso do toque, do
cheiro, da mão...
Nunca nenhum sentimento foi tão pouco que deixasse ir, e
tão grande que ficasse perto!
Nunca o sentimento foi tão lindo pra querer
tanto conservar, e tão dolorido pra querer tanto ir embora.
Nunca nenhuma
lágrima foi tão verdadeira, e os atos tão falsos.
Nunca ficamos tão perto,
pra não querer largar mais, e nunca ficamos tão longe, pra não querer
perto.
Nunca precisamos tanto do outro, pra botar um nome no nosso
sentimento, nunca nos deixamos, pra não nos procurar...
Nunca fomos tão
felizes, pra nunca deixar cair uma lágrima, e nunca fomos tão tristes, pra não
deixar escapar um sorriso sincero.
Nunca o abraço foi tão encaixado, pra
querer largar, e nunca o beijo foi tão arquitetado, pra parar qualquer segundo
do relógio.
Nunca o tempo foi tão curto que não pudesse contar, e tão longo
pra tudo se acabar.
Nunca foi tão preciso os braços, o abraço, o toque, o beijo...

Chegamos e sentamos: eu, um tanto quanto envergonhada, fiquei parada ali observando o que acontecia. Estavam todos iguais e um único diferente. Eu podia ver através daquele copo alguma coisa inexplicável que acontecia comigo. Ele cantava aquela música que de todos, pensei que só eu soubesse naquele lugar. Isso tomou conta do meu pensamento, eu precisava tirar 2 minutos de prosa com aquele que, comigo, combinava o All Star. Ele se dizia observador, como eu. Outras músicas nos reencontramos, era sintonizado, ligado e livre. Até que um dia chegou um alguém preto e com capa escura, parecia mais coisa ruim. Aquilo de antes continuava, mas agora era manifestado de formigas, podendo nos considerar doces. Conseguiram, de certa forma, atacar os doces. Se estragaram e nada mais acontecia, se não coisas de capas pretas.

O Infinito.


A menina sabia que aquilo duraria. Seria muito mais que 180, era sentimento por segundo. Se fosse pelos cálculos do coração, os dias teriam infinitas horas, apenas pro menino. Era um conselho certo: AME! O amor estava a 180, eram dias intermináveis, pensamentos intermináveis, chegava a ter dez mil e oitocentos segundos apenas de amor, mas era tão pouco! Aquilo que a menina sentia abasteceria os infinitos, em contagem infantil, e o para sempre, em contagem adulta, seria eterna essa extensão dela mesma, o que ele se tornara.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

A mão.

A menina sempre soube que uma vez que amasse com todo o coração, sua alma seria compartilhada. Seria parte dela, o menino, e por ele, para o sorriso de ambos, daria até uma mão sua. Parecia exagerada a colocação dela: quem ja viu, ficar cotó por um menino?
Mas tudo se tornava evidente quando (sempre) a menina voltava com aquele sentimento grande de que o falatório de nada adiantou. O tanto dobro que ela faria por ele, ele não faria um por cento por ela. Como partia seu coração saber disso! Parecia que todo amor, se fosse alí deixado, seria tudo bem, como se nunca tivesse vindo antes. Era triste...
Como o menino podia deixar a menina para trás diante de algo tão superficial. O amor é mais, a menina entendia, mas o menino entendia mais sobre liberdade. Era triste essa realidade para ela, que amaria dando até uma mão.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

O Amor (por apenas mais um).

O amor...
como chegar a caracterizar um sentimento com tantas contradições, com tantos modos, mesmo sendo um só?
O amor, no dicionário: Sentimento que predispõe alguém a desejar o bem de outro. Sentimento de dedicação absoluta de um ser a outro, ou a uma coisa. Inclinação ditada por laços de família.
É difícil falar do amor. Amar o namorado, amar a mãe, amar o pai, o irmão, os amigos. São tantas formas distintas, e tanta singularidade.
Amar é ser amado, primeiramente. Não existe amar sozinho, o amor é compartilhar! Compartilhar o tempo, compartilhar o confeito, compartilhar as mãos, a boca, os olhares, o colo, o abraço, o andar, os momentos em que os apaixonados se compara a um velcro, não se larga.
Amar é sentir o cheiro, e depois de dez anos ainda o ter na memória, como se tivesse sentido ontem! Amar é sentir falta, é ter saudade. Ter saudade das músicas que só os dois sabiam os porquês, saudade do beijo que levava até depois das nuvens. Do abraço bem encaixadinho, como um quebra-cabeça.
Amar é acordar e ligar só pra saber como foi a noite, amar é sonhar a acordar rezando pra que aquilo se torne real. Amar é cuidar! Cuidar quando tá doente, dizer que já passou oito horas, é acordar pra não atrasar, é ficar nervoso pelo resultado do outro, é não conseguir não pensar. É tramar a melhor coisa pra qualquer momento. É ser feliz, por ver o outro feliz.
Amar é ir até a escolinha e partir o coração de ver o filho chorando, na sua primeira aulinha da creche. Amar é dar tudo na medida certa, é dar amor, e nada que o substitua. Amar é acordar 4 da manhã pra pegar na festa, é ensinar a andar de bicicleta. É acordar 20 vezes por dia pra limpar cocô, pra dar gogó, pra acalmar o choro. Amar é chorar junto com a primeira decepção, é dizer que tudo vai ficar bem, é passar experiência.
Amar, enfim, é se envolver e se deixar envolver de uma forma, onde não existe nada menos e nada mais que a DEDICAÇÃO ABSOLUTA.