
Dava pra olhar nos olhos da menina, e sentir uma enrolação dos amores passados. Talvez pelos seus caixinhos dourados, a vida teve isso como espelho. Ela passou uma juventude de alegrias frustadas, a tão falada ilusão, que todos se fazem vítima, se fez de maneira mais intensa na menina.
Ela precisava de um novo-grande coração, aqueles que grudam no quebrado, e parece que desaparece tudo que passou, e tudo se faz novo. Não existia mais ex decepções, ex ilusões, ela nem sabia mais o que era isso. Ela conseguia entregar aquilo que recebia, e recebia aquilo que dava, era tamanha a reprocidade da coisa. Então estava vivendo uma magia única. Eles tinham uma casinha não muito luxuosa, mas parecia que ali o dourado dos caixinhos dela reluzia, e era tudo encantador. Eles se entendiam e desentendiam, se desentender, no amor, é bom. Logo depois vem aquela vontade de reconciliação junto com o caminho da casinha, na casinha tudo já tinha que está resolvido, sempre.
Mas o menino, um dia, teve que ir. Ele foi, e levou junto uma coisa branca, uma dourada, uma vermelhinha...Só sobrou pra menina aquelas coisas transparentes que escorrem nos olhos, até que é salgadinha, boa de sentir...Mas o que chorava era o coração, que já desgrudado fisicamente do novo-grande, se quebrou de novo, mas ele ainda tá lá, menina.
Vá...