segunda-feira, 1 de outubro de 2007

O Amor (por apenas mais um).

O amor...
como chegar a caracterizar um sentimento com tantas contradições, com tantos modos, mesmo sendo um só?
O amor, no dicionário: Sentimento que predispõe alguém a desejar o bem de outro. Sentimento de dedicação absoluta de um ser a outro, ou a uma coisa. Inclinação ditada por laços de família.
É difícil falar do amor. Amar o namorado, amar a mãe, amar o pai, o irmão, os amigos. São tantas formas distintas, e tanta singularidade.
Amar é ser amado, primeiramente. Não existe amar sozinho, o amor é compartilhar! Compartilhar o tempo, compartilhar o confeito, compartilhar as mãos, a boca, os olhares, o colo, o abraço, o andar, os momentos em que os apaixonados se compara a um velcro, não se larga.
Amar é sentir o cheiro, e depois de dez anos ainda o ter na memória, como se tivesse sentido ontem! Amar é sentir falta, é ter saudade. Ter saudade das músicas que só os dois sabiam os porquês, saudade do beijo que levava até depois das nuvens. Do abraço bem encaixadinho, como um quebra-cabeça.
Amar é acordar e ligar só pra saber como foi a noite, amar é sonhar a acordar rezando pra que aquilo se torne real. Amar é cuidar! Cuidar quando tá doente, dizer que já passou oito horas, é acordar pra não atrasar, é ficar nervoso pelo resultado do outro, é não conseguir não pensar. É tramar a melhor coisa pra qualquer momento. É ser feliz, por ver o outro feliz.
Amar é ir até a escolinha e partir o coração de ver o filho chorando, na sua primeira aulinha da creche. Amar é dar tudo na medida certa, é dar amor, e nada que o substitua. Amar é acordar 4 da manhã pra pegar na festa, é ensinar a andar de bicicleta. É acordar 20 vezes por dia pra limpar cocô, pra dar gogó, pra acalmar o choro. Amar é chorar junto com a primeira decepção, é dizer que tudo vai ficar bem, é passar experiência.
Amar, enfim, é se envolver e se deixar envolver de uma forma, onde não existe nada menos e nada mais que a DEDICAÇÃO ABSOLUTA.

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