terça-feira, 11 de março de 2008

A fotografia.


A fotografia vem nos mostrar uma visão única e singular, aquela que se daqui a um segundo, não será mais a mesma.

Exemplifico o pôr-do-sol, que cai rapidamente, e a cada segundo que passa, é um espetáculo diferente, uma vez clicada, jamais será a mesma outrora. É universalmente perfeito! Somente aquele momento em que tem em vista é a perfeição. Se for outro dia, não será mais aquela.

“Ah, deixa pra lá, você pode tirar essa foto depois!”, depois quando, se não no momento? Aquele momento é incomparável e insubstituível, jamais o depois será tão perfeito e igual ao agora. O momento fotográfico é o agora.

Já diria Lulu Santos “Tudo que se vê não é igual ao que a gente viu a um segundo, tudo muda o tempo todo no mundo”, talvez a árvore que seria seu foco será a mesma por anos, mas jamais a fotografia será igual, mesmo depois de um segundo.

Alguém que ama a fotografia será mais do que aborrecido com o fato de perder o clique daquele minuto, daquele segundo, daquele instante, nada dói mais para um fotógrafo ver com o coração aquela simplicidade, e por motivo maior não conseguir guardar consigo aquele olhar que de tantos outros olhares, o dele que registrou.

O fotógrafo enxerga nesse mundo os mínimos, enxerga com olhos de obra de arte, com os olhos da sensibilidade, com os olhos do coração. Talvez seja por esse motivo que eles sejam tão seletivos com seus feitos. As fotografias passadas vão muito mais que beleza, existe todo um significado por trás delas. A árvore passa a ser enxergada por muito mais que apenas uma árvore, mas sim aquela árvore, ela é única naquele momento.

A fotografia é o contraste do ver de cada um, é o que faz pensar, é o que torna o diferente igual. Enfim, os olhos de quem fotografa, desvenda aquilo que nossos olhos são impossibilitados de enxergar.

segunda-feira, 10 de março de 2008

Nunca.


...E nunca ninguém foi tão desejado
Nunca foi tão preciso do toque, do
cheiro, da mão...
Nunca nenhum sentimento foi tão pouco que deixasse ir, e
tão grande que ficasse perto!
Nunca o sentimento foi tão lindo pra querer
tanto conservar, e tão dolorido pra querer tanto ir embora.
Nunca nenhuma
lágrima foi tão verdadeira, e os atos tão falsos.
Nunca ficamos tão perto,
pra não querer largar mais, e nunca ficamos tão longe, pra não querer
perto.
Nunca precisamos tanto do outro, pra botar um nome no nosso
sentimento, nunca nos deixamos, pra não nos procurar...
Nunca fomos tão
felizes, pra nunca deixar cair uma lágrima, e nunca fomos tão tristes, pra não
deixar escapar um sorriso sincero.
Nunca o abraço foi tão encaixado, pra
querer largar, e nunca o beijo foi tão arquitetado, pra parar qualquer segundo
do relógio.
Nunca o tempo foi tão curto que não pudesse contar, e tão longo
pra tudo se acabar.
Nunca foi tão preciso os braços, o abraço, o toque, o beijo...

Chegamos e sentamos: eu, um tanto quanto envergonhada, fiquei parada ali observando o que acontecia. Estavam todos iguais e um único diferente. Eu podia ver através daquele copo alguma coisa inexplicável que acontecia comigo. Ele cantava aquela música que de todos, pensei que só eu soubesse naquele lugar. Isso tomou conta do meu pensamento, eu precisava tirar 2 minutos de prosa com aquele que, comigo, combinava o All Star. Ele se dizia observador, como eu. Outras músicas nos reencontramos, era sintonizado, ligado e livre. Até que um dia chegou um alguém preto e com capa escura, parecia mais coisa ruim. Aquilo de antes continuava, mas agora era manifestado de formigas, podendo nos considerar doces. Conseguiram, de certa forma, atacar os doces. Se estragaram e nada mais acontecia, se não coisas de capas pretas.

O Infinito.


A menina sabia que aquilo duraria. Seria muito mais que 180, era sentimento por segundo. Se fosse pelos cálculos do coração, os dias teriam infinitas horas, apenas pro menino. Era um conselho certo: AME! O amor estava a 180, eram dias intermináveis, pensamentos intermináveis, chegava a ter dez mil e oitocentos segundos apenas de amor, mas era tão pouco! Aquilo que a menina sentia abasteceria os infinitos, em contagem infantil, e o para sempre, em contagem adulta, seria eterna essa extensão dela mesma, o que ele se tornara.